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  • Foto do escritorPr. Bertiê Magalhães

VENCENDO OS OBSTÁCULOS NA CAMINHADA



Então falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel que voltem, e que se acampem diante de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom; em frente dele assentareis o campo junto ao mar. Então Faraó dirá dos filhos de Israel: Estão embaraçados na terra, o deserto os encerrou. E eu endurecerei o coração de Faraó, para que os persiga, e serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército, e saberão os egípcios que eu sou o Senhor. E eles fizeram assim.

Êxodo 14:1-4


A após caminhar alguns dias, o povo de Deus depara com a prova, falta-lhes água! Para alguns seria grandes obstáculos, para outros uma oportunidade de contemplar a glória de Deus. Águas amargas sempre encontraremos na vida, sempre carecemos de afeto, amor, compreensão, queremos ser felizes e as pessoas que tanto confiamos, nos deixa na rua da amargura. O salmista vivenciou fato semelhante quando disse: “até o meu íntimo amigo que eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim seu calcanhar” Salmo 41.9.

Jamais alguém pode viver sem água, e espiritualmente a alma também tem sede, necessitamos de nutrir nossos sentimentos, temos sede de realizações. Enquanto alguns dos filhos de Israel murmuravam, reclamavam, desesperavam, Moisés e outros de fé, não viam qualquer obstáculo, porque confiava na providência divina. A bíblia diz: Ora sem fé e impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus, creia que Ele existe e é recompensador dos que o buscam. Hebreus 11.6.

Deus nunca mudou, Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente, sempre o teremos em nossa frente. JEOVÁ-NISSI, (Deus nossa Bandeira).


I – CONTEXTO HISTÓRICO


1 – Analisando os pontos estratégicos.


PI-HAIROTE – O significado original desta palavra é “Casa da deusa Herete”, com base nas consoantes Hrt. Na etimologia popular é a “Casa dos camelos”. O nome claramente egípcio de Pi-Haitoth é: “Região dos pântanos salgados”. Era uma região de pântanos salobres. Foi ali que Faraó e seu exército sofreram uma derrota miraculosa. Esse foi o lugar onde Israel acampou-se, depois que os Israelitas terminaram sua terceira marcha, foram à Ramasés, entre migdol e o mar Vermelho.


Migdol - no cananeu, “forte ou torre de vigia” Migdol foi um dos lugares onde os Israelitas acamparam temporariamente, após terem deixado o Egito. Visto que esta palavra Cananéia significa “torre de vigia” é possível que o local fosse um posto militar avançado dos filisteus.

Mar Vermelho – Frequentemente, referido como o “mar” ou o “Mar do Egito”. Esse foi um obstáculo que os Israelitas tiveram de vencer em sua marcha para fora do Egito. E tendo atravessado com segurança, vendo as águas se fecharem sobre as tropas egípcias perseguidas, eles nunca mais retornaram ali, após esta travessia este mar só é mencionado uma vez em I Reis 9.26, quando Salomão edificou uma frotilha (pequena frota de Navios de guerra de pequeno tamanho com características idênticas e semelhantes) e uma base marítima no golfo de Àcaba, com propósitos comerciais.


BAAL-ZEFOM - No hebraico “Senhor do inverno” ou “Senhor do norte”, Baal-zefom, é uma prova interessante da religião cananita no Egito, pois é evidente que se trata do templo de um deus cananeu. Uma cidade pertencente ao Egito localizada na fronteira do mar vermelho onde acampava os filhos de Israel, antes de atravessar o mar. Ao que parece foram apanhados em uma armadilha, pelo que deveria ser uma espécie de península (uma porção de terra cercada de água por todos os lados, ligada apenas por um caminho de terra seca), cidade denominada Baal do inverno ou Baal do Norte.


COMENTANDO A ESTRATÉGIA:

O caminho normal do Egito à terra de Canaã beirando o mar mediterrâneo era de apenas 160 km de distância. O tempo desta viagem não ultrapassaria a duas semanas. Deus, porém, sabia que Israel não estava em condições de enfrentar os guerreiros filisteus, que moravam nesta região. Ex.13.17, por isto Deus escolheu outro caminho em direção ao sudeste, canal de Suez atualmente. O Povo saindo de Ramassés, chegou a Sucote, e veio a Etâ Ex.13.20, e acampou-se entre Migdol e o mar diante de Ball-Zefom. Parecia que a rota estava errada, mas na estratégia divina eram calculadas para Faraó pensar que Israel já se perdera nas areias do deserto, e que ele poderia facilmente capturar esta formidável mão de obra ao perseguir o povo de Deus. Faraó preparou 600 dos seus melhores carros de guerra, de tração animal, levando cada um dois soldados armados com arco, flecha e lanças, saíram ao encalço do povo de Israel pensando que seria uma presa fácil,o que não aconteceu, Deus fez o seu povo triunfar.

II – CONTEXTO TEOLÓGICO

Analisando os termos na língua original (hebraico).


2 - Voltem – mudanças de direção – estamos marchando para o leste agora, marcharam num desvio em direção ao Sul.


3 - Embaraçados – perdidos ou confusos (Ester 3.15). Israel parecia ter entrado num beco sem saída, o mar, os pântanos salubres barravam o caminho a frente e o deserto os cercava em todas direções.


5 - Que o povo fugia – melhor dizendo” burlava a sua vigilância”. Isso não contradiz a ordem anterior de Faraó para que Israel caminhasse, somente agora faraó entendeu o que significava a sua ordem. Perdeu uma classe ou grupo em que o sistema era dependente de seu trabalho braçal, isto seria paralisante.


6 - Aprontou Faraó o seu carro. Não se trata de carruagem particular, mas o significado é: “a força do carro de guerra”, um coletivo explicado versículo seguinte.


7 - Seiscentos carros escolhidos. Esses números mais que possível para o Egito. Se considerarmos o número elevado para uma simples captura de escravos podemos considerar o número simbólico correspondente aos “seiscentos mil” de Israel, mencionados em Ex.12.37. O número seiscentos é usado no sentido de “companhia” (6 é número de homens). Seiscentos é o tamanho comum de um batalhão (II Sm 15.18).


8 - Todos os carros do Egito. A frase no sentido geral é utilizada em Ex.9.6, quando diz que todo o gado dos egípcios morreu, sendo que o do campo morreu, mas os que estavam nos currais não morreram. A frase dever ser entendida no sentido de Ex.9.6, e não no sentido estritamente matemática que seria estranho ao pensamento israelita. É evidente, no relato bíblico, que um batalhão de carros de guerra egípcios, foi destruído no mar, não há necessidade de se presumir que todo exército egípcio pereceu ali. Com capitães sobre eles: etimologicamente (ciência que estuda a origem das palavras). Significa: terceiro homem, talvez no carro de guerra, somente os hititas usavam carros de guerra que levavam três ocupantes, segundo conhecimento atual.

9 - Cavaleiros (cavalarianos) – é um equivalente poético de carro. Os carros de guerra eram uma arama antiga no Egito ao passo que a cavalaria, propriamente dita só foi empregada muito mais recentemente (Is 31.1). Aqui não se trata de guerra, mas de uma operação policial, de modo que a cavalaria foi usada como batedores para explorar minuciosamente o deserto à frente dos batalhões de carros de guerra, ou para proteger a escolta da soldadesca de uma província romana, Atos 23.23, numa determinada diligência, os carros e a cavalaria do Egito se tornaram proverbiais. Is 31.3.

14.10-31 – A preocupação dos Egípcios com tumbas afetou os israelitas, a instrução está no coração de Moisés, o Anjo do Senhor está velando pela palavra falada, a noite é chegada, a nuvem escurece e o milagre está presente. Para os egípcios trevas, para Israel plena luz. A mão de Moisés estendida mostra que a grande maré não é obra do acaso, mas um ato de Deus. Povo israelitas passa e os egípcios morrem. Os egípcios mortos a beira da praia do mar, significa a vida velha de escuridão que foi encerrada para sempre.


III - CONTEXTO DOUTRINÁRIO


A TRAVESSIA DO MAR VERMELHO


A fé chega ceder lugar para o medo, amargas queixa são manifestas, muito pânico envolvendo os corações. Mas Deus através de Moisés acalma o povo, dá nova diretriz: porque clamas a mim? A ordem é” marchem”. Deus está suprindo necessidade, o Anjo do Senhor está em ação, embaraçando os egípcios e abrindo caminho aos israelitas, tudo está sendo preparado para a jornada.


DEUS ABRE CAMINHO - Ex.14.21.22


Em obediência à ordem divina, Moisés estendeu a vara sobre o mar que estava agora diante deles. Deus em sua bondade e fidelidade abriu um caminho onde não havia nenhuma saída. Ele dividiu o mar e fez soprar um vento forte para enxugar o caminho para o povo passar à outra margem. Ao entrar no leito do mar havia enormes paredes de água dos dois lados estancados como se fosse comportas duma represa. Os críticos e ateus dizem que foi o vento que fez a água se levantar, mas com isto não concordamos, pois foi a mão de Deus!

Mesmo que fosse o vento, por que se deu o fenômeno justamente no momento necessário? E porque o vento não cooperou com o exército egípcio? Será que não foi com a cara deles? Em toda bíblia esta travessia do mar vermelho é lembrada com um dos exemplos marcantes do poder libertador de Deus (Js. 2.10; 4.23; Sl 74.13; 106.9; 136. 13; Is 63.11-13; I Co 10.1:Hb11.29) este milagre serviu de prova concreta para Israel que de fato Deus era o seu salvador. A vitória para Israel foi completa. A coluna de nuvem e fogo permanecia entre o povo e seus perseguidores que vinha chegando, talvez nem percebendo que entravam em terreno que antes era o fundo do mar! Na madrugada começou o problema com as rodas dos carros de guerra atolavam por certo. Deus peleja contra eles! Lembrando as dez pragas, ficaram atemorizados e queriam voltar, mas já era tarde! Moisés e o povo já estavam na outra banda do mar. Moisés levantou sua vara sobre o mar e este obedeceu. As águas voltaram a sua posição normal e submergiram os egípcios.


IV- CONTEÚDO APLICADO


Deus sendo profundamente conhecedor do caminho que Ele mesmo abre para a jornada de seu povo, é também conhecedor de seus obstáculos que surgiria, pois os mesmos fazem parte do processo de relacionamento íntimo entre Deus e seu povo, vice e verso, “este é o caminho andai nele sem se desviar nem para direita e nem para esquerda”, Is 30.21. “Clamastes na angústia e te livrei: respondi-te do lugar oculto dos trovões: provei-te nas águas de Meribá”. Sl 81.7. Fica entendido por estes versos que os obstáculos da caminhada são fatores positivos no relacionamento com Deus, no intuito de mantermos assíduos a nossa comunicação com Ele no sentido de termos uma vida para se adequar a todos os propósitos divinos desta jornada. Às vezes em face aos obstáculos da caminhada Deus usa estratégias para confundir o inimigo da nossa alma, assim como Faraó pensou que o povo estava perdido o diabo pensa que estamos fracos, para o apóstolo Paulo a fraqueza foi uma estratégia para dar um golpe ainda mais violento no diabo que o havia esbofeteado, então Paulo glorificou a Deus por não poder na carne que é fraca, debilitada e atingida pelo mensageiro de satanás, isto aponta para a palavra de Deus e sua profunda redundou no fortalecimento do apóstolo, na graça fortalecedora, apesar das fraquezas aparentes.II Co 12.9,10.

Entre a terra do Egito e a promessa está o Mar vermelho, entre a vida de opressão, a vida de liberdade em Cristo firmada na palavra de Deus João 8.32” Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

Revelação Vermelho – aponta para o sangue de Jesus Cristo que seria derramada para o cumprimento pleno das escrituras, e para o cumprimento do decreto divino concernente a libertação plena dos homens da escravidão do pecado que havia proliferado através de Adão.

A palavra de Deus e o sangue de Jesus se fundiram num só propósito: abrir o caminho da salvação e da libertação para que os homens fossem alcançados segundo o objetivo divino.

I TM 2.3,4 JO 14.6 – Nos dá o mapa com direção perfeita da nossa jornada em Jesus Cristo: o caminho que nos conduz ao novo céu e a nova terra, a verdade que conduz ilumina, orienta e conforta. E a vida renovada a cada milésimo de segundo que alimenta o nosso espírito com a palavra vinda do céu, para não desfalecermos na caminhada. O mesmo mar que abriu para os israelitas fechou com os egípcios matando-os, o que é isso? Podemos afirmar que a mesma palavra de Deus que está se abrindo para os salvos, para dar-lhes instruções, entendimento e benção, e a mesma que julgará o ímpio no seu próprio pecado.

Para abertura do mar temos Moisés com a mão estendida, Salmo 90.17 - Deus confirmando a obra das mãos. Vara levantada, provérbios 23.13 – disciplina em evidência. Disciplinando a vida pela palavra de Deus, receberemos ricas e copiosas bênçãos. Os egípcios tem as mãos manchadas de sangue, esta atitude de vida pecaminosa só espera o juízo de Deus, e foi o que aconteceu. Disciplina gera bênçãos para os obedientes e morte para os desobedientes. A nossa vida de sacrifício é que torna as águas amargas em água potável para saciar a sede espiritual.

A árvore lançada nas águas amargas representa o sacrifício de Cristo, que mudou a amargura dos homens em vida abundante e saciável.

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