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  • Foto do escritorPr. Bertiê Magalhães

PREPARANDO A IGREJA PARA O ENCONTRO COM CRISTO

Estudo bíblico elaborado para o Planejamento Anual de Atividades da Igreja em 2006.


Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo.

Efésios 4.12-13



O homem foi projetado pelo criador (Gn 1.26). Ele tem a formação tricotômica: espírito, alma e corpo (I TS 5.23), que o apóstolo Paulo chama de homem interior, ou seja, espírito e alma (Rm 7.22); e o homem exterior (II CO 4.16), o corpo físico. Deus fez do homem uma obra fantástica, deu-lhe poder e domínio, o capacitou como governador de sua obra criada (terra) e estabeleceu limites em suas ações (Gn 1.28-30). Homem significa: “Aquele que olha para cima”. O casal que Deus criou acabou pecando e arruinou a vida de toda humanidade. Porém em Cristo Jesus o homem pode ser reencontrado, purificado, justificado, ter o direito de ser chamado filho de Deus. Pode nascer de novo, não da vontade da carne, mas de Deus (Jo 1.12,13), e regressar ao paraíso perdido pelo novo e vivo caminho (Gn 3.23,24, APC 2.7).


I – A IGREJA DE CRISTO NA TERRA

A Igreja é a agência de Deus na terra. É constituída por pessoas regeneradas, resgatadas, purificadas do pecado pelo sangue precioso de Jesus Cristo (I Jo 1.7).


a) Tirados do mundo. Igreja, do grego eklésia, significa: tirados para fora; templo cristão, comunidade de cristãos; conjunto de fiéis ligados pela mesma fé sujeito aos chefes espirituais; “assembléias”, “os chamados”. A igreja das Escrituras reconhece o Senhor Jesus Cristo como supremo Legislador. “Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. (Mt 16.18)


b) Vivendo os últimos dias. As dispensações que norteiam a história bíblica do Novo Testamento ou Tempo da Graça, período que compreende o nascimento de Jesus Cristo na manjedoura em Belém da Judéia até o arrebatamento da Igreja (I TS 4.17), é sinalizada pelas cartas de Jesus Cristo destinado aos anjos das Igrejas na Ásia Menor (Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia, Laodicéia). Estamos vivendo o período da última carta ao anjo da Igreja em Laodicéia, tempo em que os homens estão pobres da graça redentora, período tendencioso a fertilização dos falsos profetas e falsos mestres (II TM 3.1-9).


II – PREPARANDO A IGREJA EM TEMPO DE CRISE ESPIRITUAL

O Senhor constitui sobre seu rebanho pastores segundo o seu coração (Jr 3.15). São chamados e vocacionados por Ele (Ef. 4.11-16), constituídos como bispos pelo Espírito Santo, para apascentar a Igreja de Deus que ele resgatou com o seu precioso sangue.

O mundo está em crise. E a Igreja? Em nossos dias ela tem a identidade bíblica? A liturgia na Igreja é fundamentada nas Escrituras? (Jo 5.39,40). É bíblica a unção em panos, fotografias, chaves de propriedades, comida, bebida, sal grosso, ramos; senão somente a unção com óleo sobre os enfermos, ensinada pelo apóstolo Tiago irmão do Senhor Jesus? (Tg 5.14). A unção é praticada na primeira comissão dos doze, de dois em dois, que expulsavam os demônios e ungiam muitos enfermos e os curavam (Mc 6.13). É bíblico em nossos templos chamar as pessoas e orarem sobre elas até vê-las caídas no chão com pretexto de unção e poder de Deus. Em Daniel 10.7,19, com as visões celestiais e a presença do mensageiro divino, Daniel desmaiou e foi confortado e colocado de pé para ouvir Deus falar. Hoje acontece o contrário as pessoas caem por espetáculo, sem mudança de vida e sem mensagem. Isto é estranho, esquisito e anti-bíblico.


a) Crise espiritual. Fé doentia, milagres duvidosos, unção falsificada; poder mecanizado.


b) Crise moral. Perda dos princípios morais; abandono dos bons costumes e bons hábitos. A Lei Moral de Deus permanece de pé, em toda bíblia sagrada.

d) Crise social. Violência, corrupção generalizada, distúrbios na conduta humana. Muito pouco pode fazer os governantes; o povo perdeu a confiança nas autoridades para solucionar estes conflitos.


c) Crise de liderança. Todos os setores da sociedade estão em crise. Líderes de todas as áreas; seja eclesiástica, militar, econômica, política ou familiar. Com a falência das lideranças, surgirá o líder anticristo.


III – OUTRAS CRISES QUE ASSOLAM O MUNDO E A IGREJA

A crise pelo que passa o mundo é resultado negativo da vida espiritual, do homem como pessoa, como sociedade, como família (JO 15.6).


a) Crise de confiança. Quando o líder ou liderado perde a confiança, ele perdeu tudo amizade. Quase já não há mais confiança e amizade, como Jônatas e Davi, amigos de verdade. É difícil encontrar confiança como a do apóstolo João, amigo do peito e no peito.


b) Crise matrimonial. Divórcio, dureza de coração, intrigas conjugais. O primeiro amor, respeitoso, fervoroso, cativante; está em declínio.


c) Crise financeira. Inquietações dos povos; falência financeira no mundo global, as nações gastam além de suas receitas, consequentemente aumento da carga tributária, e o povo paga a conta com gemidos, até falir governo e povo juntos. O anticristo virá como salvador do mundo neste momento. Porém a Igreja estará com Cristo nas bodas do Cordeiro. Aleluia!


IV - PREPARANDO A IGREJA PARA CRISTO

Quem é esta que sobe do deserto, toda perfumada? (Ct 3.6). Quem é esta que sobe do deserto e vem encostada tão aprazivelmente ao seu amado? (Ct 8.5).


a) É a Igreja é conduzida pelo Espírito Santo de Deus. O Espírito Santo de Deus, o Consolador, o Ajudador (no grego paracleto ou advogado) é quem levará a Igreja (noiva, adornada, perfumada) e a entregará ao seu noivo amado nos ares (I Ts 4.17; Atos 1.11; JO 14.16-18). A caminhada da Igreja não é nada diferente da peregrinação de Israel pelo deserto. A Igreja é a noiva, e nós os pastores sob a unção do Espírito Santo estamos preparando-a. Paulo enfoca que somos o bom cheiro de Cristo para Deus nos que se salvam.


b) A missão dos pastores do rebanho de Deus. A responsabilidade do pastor é preparar o pecador que vem a Cristo até que o mesmo tenha o bom cheiro de Cristo. Os pastores são os eunucos de Cristo – Mt 19.12 (homens privados de virilidade, de suma confiança do rei para cuidar de aposentos íntimos). O dever dos pastores é preparar a virgem para o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores (II Co 11.2; Mt 25.1).


b) A alegoria do casamento de Ester e o Rei Assuero. No livro de Ester 2.1-20, está escrita a história do casamento do Rei Assuero com a jovem Ester. Após um longo tratamento de beleza, estética, aos cuidados do eunuco real chamado Hegai. A jovem antes de ser apresentada ao rei no seu palácio, cumpriria rigorosamente o tratamento da sua purificação, seis meses com mirra (goma, resina odorífera, medicinal, usada para purificação das damas persas) e seis meses com especiarias ( qualquer droga aromática II CR 9.1). Vasti neste livro representa o povo judeu. Ester representa a Igreja que assumiu o lugar de Vasti e casou-se com o Rei (Jesus). Está chegando o dia das bodas do Cordeiro e a esposa (noiva) se aprontou (Ap 19.7). Meditemos no seguinte: A exigência do rei Assuero e a exigência do Rei dos Reis Jesus Cristo. Sua esposa não é mundana, prostituída, de rua, mas santa, gloriosa (Ef. 5.27).


CONCLUSÃO

Deus escolheu pastores para cumprir a missão de apascentar a Igreja de Deus, a qual Ele resgatou com o seu precioso Sangue (At 20.28). Façamos com diligência, enquanto é dia e a noite chega, quando não podemos mais trabalhar. A nossa oportunidade é agora, ou nunca mais. “Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos .

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