top of page
  • Foto do escritorPr. Bertiê Magalhães

PREPARANDO O CORAÇÃO COM SINCERIDADE

* Mensagem inaugural, elaborada para o Projeto de Vida 2003, que teve como tema: Uma Jornada de Vitória.


E falou o Senhor a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo: Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano. Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. Mas se a família for pequena para um cordeiro, então tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; cada um conforme ao seu comer, fareis a conta conforme ao cordeiro. O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras. E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde. E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem. E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão. Não comereis dele cru, nem cozido em água, senão assado no fogo, a sua cabeça com os seus pés e com a sua fressura. E nada dele deixareis até amanhã; mas o que dele ficar até amanhã, queimareis no fogo. Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do Senhor.

Êxodo 12:1-11


I - CONTEXTO HISTÓRICO.


Os acontecimentos aqui registrados ocorreram no sétimo mês do ano civil Tisri, que começaram em setembro, outubro. Assim sendo porque o senhor disse: “Este mesmo mês vos será o princípio dos meses do ano”. A resposta é que o ano religioso passou a começar nesse tempo, este mês refere-se a Nisã, março – abril. Dotado de um novo calendário, o povo de Israel recebida uma nova identidade, como o povo favorecido por Deus, a caminho de volta á terra prometida. Dessa maneira teria cumprimento certo aspecto do pacto abrãamico: Gn.15.18, porque Israel teria um território pátrio. Doravante Israel teria dois anos, um civil e outro sagrado. O ano civil começava no mês de tisri, outubro, no outono, ao encerrar-se a colheita, e o ano sagrado começava no mês de abril, mais tarde chamado de nisã, seis meses antes. A nação de Israel estava organizada por famílias, clãs, tribos e príncipes. Essa obediência era importante para as famílias, o número mínimo de pessoas por casa, era de dez pessoas, número esse que se tornou padrão para organização de uma congregação ou mini-sinagoga ou congregação judaica. Quando duas famílias se uniam para celebrar a festa, elas ficavam separadas no aposento de costas uma para a outra, e assim era preservadas a unidade doméstica, apesar da cooperação. Esta união o chefe da casa, recitava a história da redenção, a princípio, os participantes comiam reclinados, cantavam os salmos; 133 e 118, comparar Is.30.29; Sl. 42.4, punham á mesa um prato de frutas desfeitas em vinagre, formando uma pasta, como recordação da argamassa que eles empregavam nos trabalhos do cativeiro.

V.7 – tomarão o sangue – era aquela porção do sacrifício que, de acordo com a antiga crença, destinava-se ao poder divino. Originalmente o sangue foi aplicado ás ombreiras e á verga da porta de cada casa, ou seja, parte mais santa e delicada da casa.


Nota arqueológica: A morte do primogênito de Faraó; através dos arqueólogos, acharam indicativos de que Totmés IV, sucessor de Amenotepe II, não foi primogênito deste, nem herdeiro necessariamente. Também que o primogênito de Merneptá morreu em circunstâncias especiais, e que seu sucessor não foi o primogênito, nem herdeiro necessário. Assim qualquer que fosse o Faraó desse período, confirma a verdade desta declaração bíblica.

II – CONTEÚDO TEOLÓGICO:


Esta redenção seria apenas pela fé. Pela fé aspergiram o sangue nos umbrais das portas. Pela fé comeriam a páscoa, vestidos e prontos para a viagem. Deveriam comer as pressas, esperando sair a qualquer hora. Sem dúvida alguma, agora iriam mesmo. Era para valer. O sangue do cordeiro nas portas como um sinal de fé, e o anjo da morte respeitaria esse sinal. HB. 11.28.

Essa fé começaria com a obediência ás ordens específicas a respeito dessa providencia divina. O cordeiro seria escolhido no dia 10 de nisã, abril. Seria um cordeiro para cada família, se uma família não podia comer o cordeiro, então duas famílias se associavam. Nenhuma carne podia sobrar. O cordeiro seria sacrificado na noite do dia 14 e seu sangue aspergido nos umbrais e vergas das portas. O pão para reduzir o tempo de levedura, seria o pão ázimo. Êxodo 12. 39. Com ele comeriam ervas amargas. Pela fé todas estas ordens específicas foram postas em práticas sem serem questionadas no mérito da sua questão... Isto é Fé.


III - CONTEXTO DOUTRINÁRIO:


Antes de libertar Israel do Egito, Deus libertou o povo da décima praga, a morte dos primogênitos. Isto é Ele (Deus) fez através do cordeiro pascal, substituto do primogênito. Um cordeiro tomaria o lugar do primogênito em todo lar Israelita. 0 que não aconteceria com o lar do egípcio onde o primogênito seria o próprio sacrifício por causa do pecado que provocou a ira com a justiça divina sobre os mesmos. Eis que obedecer é melhor do que sacrificar. I Sm.15.22. 0nde houve obediência – primogênito substituído e poupado. Na falta de obediência à ordem divina, o primogênito seria morto como ação do juízo de Deus.


O significado da páscoa:


1 - Para os egípcios: A noite da páscoa significa: a consumação do juízo predito; a recompensa do pecado cometido; a revelação da justiça de Deus; a futilidade pagã; a retirada do povo de Deus do meio deles; a destruição do orgulho nacional.


2 - Para Israel: A páscoa importava na revelação da base do perdão. Eles também eram pecadores e mereciam o castigo de um Deus Santo, mas numa certeza da proteção divina, e meio de salvação, o sangue era derramado, na apropriação da fé; o sangue é aspergido, dava certeza pela palavra de Deus, da isenção do juízo, pelo princípio da substituição, o cordeiro era imolado.


IV – CONTEÚDO APLICADO


Deus fala com Moisés e Arão do Egito. Isto aconteceu na terra de Gózen (HB –coração). Deus tem falado conosco que estamos no mundo, mas não pertencemos ao sistema do mundo, porque alcançamos a misericórdia (miseri+córdia = um miserável pecador que alcançou o coração de Deus). Em meio ao lamaçal do pecado, somos os lírios de Deus, plantado em seu coração; em meio a lama do mundo, estamos sempre o limpos em Cristo Jesus.


A instituição do ano religioso em pleno ano civil. Vivemos por determinação divina em um mundo por causa da glória de Deus a ser manifestada :mundo este orientado por um calendário civil que organiza o mundo natural dentro das previsões lógicas a serem cumpridas. Mas DEUS ao ungir-nos com o Espírito Santo nos deu um calendário religioso espiritual que nos dirige dentro do propósito Divino celestial, este calendário decreta o ANO DA SALVAÇÃO e se chama (ANO ACEITÁVEL AO SENHOR), não importa qual a data do ano civil, o que importa é que religioso é a data da salvação - Lucas 4.18,19.


A preparação do coração dentro da sinceridade Cristã em Cristo alcança aqui o seu clímax dentro do contexto da revelação pascal, pois as diretrizes aqui ordenadas inserem-nos na prática deste sacrifício em nossa vida, e isto deve ser feito com sabedoria que é precedida pelo temor a Cristo. O salmo 90.12 (Ensina-nos a contar nossos dias, para que alcancemos corações sábios) ou seja nossos dias em Cristo são melhores contados e organizados no calendário espiritual da eternidade, mas o coração sábio vem com o sacrifício cotidiano onde somos levados como cordeiro ao altar do holocausto, para ser queimado no propósito divino de sua obra. Tanto que o cordeiro é tratado ao décimo dia – 10 é o número da sabedoria, e é segundo a sabedoria divina que somos conduzidos como cordeiro no meio de lobos para glorificarmos o NOME DE JESUS Dn-1.12-20. Cordeiro foi guardado até o 14 (décimo quarto dia) que fala das gerações até Jesus, o cordeiro do sacrifício (MT 1.17) .

O sacrifício era à tarde, ou seja, sacrifício espiritual deve ser antes que se escureça completamente com os maus dias, assim é trevas para o mundo, para nós luz gerada pela energia do sacrifício. O sangue colocado nas ombreiras (nosso pensamento) e nas vergas da porta (nosso coração) da casa (que somos nós) Hebreus 3.6.

A carne assada no fogo e comida com pães ázimos e ervas amargas, nada podia ficar até pela manhã, se sobrasse deveria ser queimada no fogo, os lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés e cajado na mão. 0s pães ázimos são doutrinas ou ensinamentos sem composições de filosofias adaptadas segundo as vicissitudes, adaptadas pelos interesses escusos da sociedade. Ervas amargas – obrigação no cumprimento da lei, e dos estatutos da Igreja, ou seja, o preço tem quer ser pago, pela obediência.

Estamos prontos no coração com sinceridade a Cristo?

bottom of page