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  • Foto do escritorPr. Bertiê Magalhães

LUTANDO AS GUERRAS DO SENHOR



Então veio Amaleque, e pelejou contra Israel em Refidim. Por isso disse Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra Amaleque; amanhã eu estarei sobre o cume do outeiro, e a vara de Deus estará na minha mão. E fez Josué como Moisés lhe dissera, pelejando contra Amaleque; mas Moisés, Arão, e Hur subiram ao cume do outeiro. E acontecia que, quando Moisés levantava a sua mão, Israel prevalecia; mas quando ele abaixava a sua mão, Amaleque prevalecia. Porém as mãos de Moisés eram pesadas, por isso tomaram uma pedra, e a puseram debaixo dele, para assentar-se sobre ela; e Arão e Hur sustentaram as suas mãos, um de um lado e o outro do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se pôs. E assim Josué desfez a Amaleque e a seu povo, ao fio da espada. Então disse o Senhor a Moisés: Escreve isto para memória num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué; que eu totalmente hei de riscar a memória de Amaleque de debaixo dos céus. E Moisés edificou um altar, ao qual chamou: O SENHOR É MINHA BANDEIRA.E disse: Porquanto jurou o Senhor, haverá guerra do Senhor contra Amaleque de geração em geração.

Êxodo 17:8-16



O povo de Deus deparou com o inimigo Ameleque, em sua jornada, mas em nada recuaram. Josué e seus soldados foram ao campo de batalha, Moisés estará ao cume do outeiro, para clamar a Deus em favor do seu povo. A batalha está renhida, as mãos de Moisés permaneciam levantadas, a direita e a esquerda, sustentada por Arão e Hur seus cooperadores, até o pôr do sol. E assim Josué desfez Amaleque e seu povo, ao fio da espada dos filhos de Israel.

E disse o Senhor a Moisés, escreve isto para memória num livro e relata aos ouvidos de Josué, que eu riscarei totalmente a memória de Ameleque de debaixo do céu. E Moisés edificou um altar o qual chamou: JEOVÁ-NISSI (o Senhor nossa bandeira).

Deus enviou você como Josué ao campo de luta, jamais recuar, até que seja desbaratado o exército do adversário. Deus espera contar com os soldados corajosos, a ordem é avançai.

Jesus é o nosso intercessor diante da face do pai celestial. E sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela


I - CONTEXTO HISTÓRICO.


A RAZÃO DO DESAFIO DE AMELEQUE A ISRAEL NESTE LOCAL


Em se tratando desse lugar ser Refidim, conforme aparece com o nome na lista de acampamentos em Números 33.12-14, a ansiedade dos amalequitas é compreensível. Eles queriam afastar Israel do fértil oásis de Wadi Feiran, a melhor terra da península, e que ficava por perto. É um mistério, todavia, entender que Israel estivesse sem água num lugar tal como Refidim, a não ser que, os israelitas estivessem acampados no deserto, fora do Oásis, entre este e o Sinai.

0s três últimos episódios trataram das necessidades básicas de Israel, provisão de alimento e água no deserto. Vem agora o quarto, tratando da última necessidade, libertação dos inimigos. A tribo de Amaleque – é considerada como de origem Edomita, Gn 36.12. Como muitos outros nômades, vivia por uma vasta área, geralmente descrita como Neguebe ou “terra do Sul” NM 13.29. Amalequitas certamente acampavam junto ao Oásis de Cades GN 14.7, e portanto podem ter acampado também junto ao Oásis de Wadi Feiran, Em qualquer caso,o pasto na península não poderia sustentar Israel e Amaleque ao mesmo tempo, de modo que era natural que um ataque surgisse mais cedo ou mais tarde. O número de amalequitas envolvidos no ataque é impossível determinar: beduínos modernos na mesma região podem forma uma milícia de milhares. Talvez isto explique seu método característico de ataque mencionado em Dt 25.18, (com indignação) eles se aproximaram dos flancos e da retaguarda de Israel eliminavam os que ficaram para trás durante a marcha. Isto sem dúvida, razão para amargura que havia contra Ameleque mais adiante na história de Israel. I Sm 15.2


II - CONTETO TEOLÓGICO.

Comentando o texto em análise teológica.


17.9 - Josué era da de tribo de Efraim, filho de Num. Estava na décima geração depois de José. Foi um militar de considerável valor, o que explica sua participação em batalhas militares desde o começo. Mais tarde foi entregue a ele a tarefa de fazer Israel entrar e tomar posse na terra prometida.


A vara de Deus - 17.9 - Era a vara de poder, símbolo de autoridade, instrumento por meio do qual Deus atuava. Nas mãos de Moisés, tornava-se um poder. Não era como a varinha dos magos egípcios, que enganavam os homens com suas ilusões. Provavelmente se tratava de um cajado de pastor. Moisés, Arão e Hur (17.10) – Eles subiram ao cume do monte para acompanhar a batalha e garantir a vitória de Israel. Hur – era a terceira autoridade, foi um dos mais poderosos anciãos de Israel, Ex 24.14. Quando Moisés levantava as mãos (17.11) - O levantar das mãos era um sinal militar indicando o início da batalha ou avanço das tropas. Abaixar das mãos é o sinal de recuo das tropas. E assim desfez a Amaleque. A forma hebraica é rara, mas o sentido é claro no aramaico e significa: “deixou completamente prostrado”.


Escreve isto (17.14). Uma das poucas passagens do livro de Êxodo em que se fez referência específica ao registro escrita contemporâneo com os acontecimentos (Ex 24.4; 34.27). É interessante notar que o ato de escrever forma um par com a recita (o falado), isto sendo dúvida corresponde as duas grandes correntes de tradição sagrada, (Escrita e oral).


Um altar (17.5) – Jeová-Nissi (Senhor nossa bandeira) - Como foi levantado ao Senhor Jeová pode se associar o nome dado ao altar com o título dado ao próprio Deus a que lhe é dedicado. Haverá guerra do Senhor contra Amaleque de geração em geração (17.16) - Houve aqui um voto de guerra perpétua, feito com a mão direita posta sobre o altar YAHWEH ou até mesmo sobre uma “Bandeira” tribal que simbolizasse sua presença. Na verdade, o conflito continuou por cerca de cinco séculos, (500 anos) conforme veremos a seguir:


1 – Ex 17.8-13 – 0s amalequitas foram os primeiros adversários de Israel. Uma vez instalado em sua terra prometida deveria exterminar os amalequitas (DT 25.19);


2 - NM 14,39-45; JS 12.14: e 15.30 - Quando os espias foram investigar a terra trouxeram relatórios de que o inimigo ao norte da Cadas Barnéia, no deserto de Parã ao sul de Canaã, que incluía os amalequitas, era um povo forte e numeroso para ser derrotado pelos israelitas. Calebe e Josué protestaram contra este parecer, mas a palavra deles não prevaleceu. Os israelitas rebelaram-se, Deus retirou deles sua benção. Mas tarde, os israelitas atacaram os amalequitas por sua própria iniciativa e foram derrotados. Os amalequitas mereciam o temor de infundiram, porquanto eram assassinos e assaltantes, desde o começo de sua história.


3 - No tempo dos juízes – Os amalequitas continuamente atacavam Israel com estocadas, associaram outros inimigos contra Israel (I Sm 15.2,6; Jz 3.12-14; 5.14; 6.3,4). A extensão desses ataques, pois era uma guerra tribal sem trégua desde o começo até o fim das histórias amalequitas.


4 - Nos dias de Saul – Saul atacou o território midianita com um exército de 210.000 homens, matando com grande destruição. Poupa o rei amalequita, trouxe problemas para Saul (I Sm 15.1; 15.10-23; 15.24-33).


5 - Nos dias de Davi – O conflito contra os amalequitas prosseguiu (I Sm 27.8; 30.17).


6 - Nos dias de Ezequias rei de Judá – Quinhentos homens dentre os descendentes de Simeão, foram ao monte Seir e liquidaram o remanescente dos amalequitas, que sobraram de outras matanças (I Cr 4.43). Depois disso, as Escrituras nunca mais mencionam os amalequitas. O que dá base para total exterminação. Juramento feito, juramento cumprido.


III - CONTEÚDO APLICADO.

Moisés no monte ilustra o ministério intercessor de Cristo nas regiões celestiais. Hb 7.25; 17.15. Uma lição deve ser lembrada, afim de que esta vitória espetacular fosse lembrada pelas futuras gerações, Moisés recebeu instrução de Deus para que se escrevesse o incidente num livro. Quantas vezes esta história foi repetida, pregada, ensinada, confirmada aos corações em todo mundo, e com os mais gloriosos efeitos e estímulo à fé e muitos impulsionados pela mesma derrotaram os amalequitas das obras da carne e já estão vivendo um novo juramento ao Senhor: “produzir frutos no Espírito e frutos que atestem a vitória total em Cristo Jesus”. Nossa gratidão a Deus pela vitória alcançada.

Moisés levantou um altar em honra a Deus, chamando-o “Jeová-Nissi”, que significa o Senhor é minha bandeira. É muito significativo o fato da palavra (Nissi), ser possessiva e no singular, “Minha bandeira”, foi uma vitória para cada indivíduo em Israel. De fato, a verdadeira experiência com Deus é nessa base, de cada indivíduo ter seu próprio contato com Deus. Assim Paulo o apóstolo estimula os Efésios no cap 6.10-18.

Cada geração terá duas lutas com os “amalequitas” da carne, até que Jesus venha e transforme esse corpo propenso ao pecado por um corpo totalmente propenso à adoração e a glorificação eterna. A nossa vitória contra os “amalequitas” já é garantida, graças a Deus Rm 8.37, I JO 5.4 II Co 2.14.

GRAÇAS A DEUS QUE NOS DÁ VITÓRIA POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.

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