top of page
  • Foto do escritorMidia AD Anápolis

A ESPERANÇA QUE RENOVA FORÇAS

Quando viver para o Senhor se torna nosso estilo de vida e atribuímos sempre a Ele nossas conquistas, tudo o que fazemos se torna em glorificação a Deus.

Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.

ISAÍAS 40.31


INTRODUÇÃO

O livro de Isaías pode ser dividido em duas seções. A primeira é composta dos trinta e nove capítulos iniciais e a segunda seção dos últimos vinte e sete capítulos. Na primeira s0eção, Israel é repreendido e condenado por sua má conduta e por ter deixado seu Senhor, se posicionando como infiel, profano e digno da ira de Deus. Na segunda seção não ocorre mais repreensão ou condenação, mas há uma palavra de conforto e esperança de Deus para Israel (Is40:1), em razão da aliança firmada em Abraão (Gn 12:1-3;13:14-16; 15:1-5;17:1-9; 22:15-18) e ratificada em Davi (2 SM 7:8-16). Esta palavra divina promete benção e consolo eterno aos remanescentes fieis em Cristo (Is 40:10,11), todavia sua presença é como a de um pastor que cuida de seus cordeirinhos com amor. (Jo 10:11,14; Hb 13:20,1Pe 5:4)


1. DEUS SE RELACIONA COM HOMEM E FAZ PACTO COM ELE

Fomos criados por Deus, e diferente do que muitos tentam encucar como verdade, que Deus fez o homem e o deixou à deriva e para viver a seu bel prazer, através de vãs filosofias e proselitismos, Deus é presente, se relaciona com o homem, cuidado dele e tem projetos gloriosos de benção eterna para aqueles que forem fiéis. (Sl 48:14; Jr 32:38-40; Mt 24:13; Mc 13:13).

Deus só se manifesta com liberdade onde há zelo, honestidade e cumprimento com os compromissos espirituais assumidos.

a) o pacto traz exigências. Pacto é um acordo de bilateral de vontade e que sempre envolve duas partes, onde condições são estabelecidas para ambas as partes. Com Deus não é diferente, desde o princípio Deus estabelece a obediência como condição para o homem para se relacionar com Ele e receber de sua parte proteção e bênçãos. (Gn 2:15,16; Gn 17:9; Dt 10:12,13; 11;1, 18-23)


b) O princípio espiritual do pacto. Não podemos correr o risco de participar do mundo com uma suposta “superioridade”, mas que na realidade é oca, pois, enquanto estamos neste tabernáculo terreno, estamos sujeitos às coisas deste mundo. Como estas coisas parecem nos trazer conforto e proporcionar prazer, não podemos perder o nosso foco. (Cl 3:1-2). O Senhor buscou para si um povo zeloso e de boas obras (Tt 2:14; Fp 4:5). Jesus veio com poder e autoridade, visando resgatar o homem do jugo do pecado e o direcionar novamente ao reino de Deus. (Mt 4:17) O projeto de Deus com seu povo não é apenas de bênçãos materiais, mas também espirituais. (1 Co 2:9; 1 Jo 2:25; Ap 2:26; 3:21)


c) O pacto traz segurança. O Senhor exige obediência e submissão à sua vontade, mas em contrapartida assegura que estará sempre com os seus (Jo 14:23), independentemente das circunstancias, e dará vitória sobre todas as coisas, conduzindo-os às águas de descanso (Sl 23:2), dando bênçãos sem medidas, garantindo paz e prosperidade. (Dt 11:13-15; Jr 29:11; Fp 4:19; Hb 10:23; Jo 15:7 )


2. COMUNHÃO COM DEUS: SUPREMO PROPÓSITO DA VIDA

“Mas aqueles que esperam no Senhor...” A palavra esperança tem sua raiz no Hebraico “qawah”, que significa entrelaçar ou enrolar as fibras de uma corda; indica dependência. O Senhor deve ser a busca da nossa vida e não dos nossos interesses. Somos dEle, criados, sustentados e abençoados por Ele. Estar com o Senhor deve ser o maior propósito; devemos viver para Ele, não para nós mesmos. (Rm 14:8)


a) Nossas ações devem ser atributos ao senhor. Quando viver para o Senhor se torna nosso estilo de vida e atribuímos sempre a Ele nossas conquistas, tudo o que fazemos se torna em glorificação a Deus (Cl 3:17). Não há separação entre o culto que se presta a Deus no serviço, na escola, na faculdade e em nossas atividades habituais, com o que se presta no Santuário. Agimos e falamos conscientes que o Senhor está sempre ao nosso lado.


b) Nosso corpo é instrumento de Deus. Quando fomos libertos da escravidão do pecado, os membros do nosso corpo deixaram de ser instrumentos da iniquidade e se tornaram instrumentos da justiça (Rm 6:12,13). O nosso corpo não é albergue do pecado, não mais nos pertence, mas é santuário do Espirito (1 Co 6:19,20). Nosso corpo não foi criado para a impureza, mas para santidade e glória de Deus (Cl 3:5) e devemos refletir sua glória ao mundo.


c) Glorificando a Deus no amor ao próximo. O amor é a maior expressão de Deus, e, como corpo de Cristo em ação na terra, devemos expressar a natureza de Deus em nossos relacionamentos (1 Jo 4:7,8). Deus ama, consola, socorre e alegra as pessoas através da nossa vida, por isso devemos sempre estar dispostos a ajudar, estendendo a mão aos nossos irmãos. (1 Co 12:26; Rm 12:15). Declaramos a Deus nosso amor quando amamos nosso irmão. (1 Jo 4:20)

3. ESPERANÇA NO SENHOR: GARANTIA DAS PROMESSAS ETERNAS

“Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças...” Esperar no Senhor é juntar-se a Ele e aguardar com paciência, confiantemente. A igreja do Senhor aguarda confiantemente a promessa da volta de Jesus para estabelecer seu Reino e trazer salvação e paz aos seus escolhidos. (Hb 9:27,28)


a) O Espirito Santo é o poder que sustenta a Igreja. Jesus, ao subir ao céu, prometeu aos discípulos que não os deixaria sós e enviaria outro consolador para sustenta-los até sua volta. (Jo 14:16-19). Ele deu ordem expressa aos discípulos para aguardar o revestimento do poder para cumprir a missão. (Lc 24:49; At 1.8). Hoje, mais do que nunca, precisamos de um genuíno derramamento do Espirito Santo, para que a Igreja seja capaz de abalar o mundo como foi nos dias dos apóstolos. Para o Espirito Santo descer a igreja precisa subir à presença de Deus em oração (At 1:14). Precisamos deixar de lutar pelas promessas do Senhor, mas também pelo Senhor das promessas, só assim teremos o revestimento que tanto precisamos.


b) A santificação é a preparação para as promessas de Deus. “Tendo, pois, estas promessas, amados, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus” (2 Co 7.1). Deus nos contempla com suas promessas por seu puro favor; mas quando ele tem, por sua própria vontade, conferido a nós seu favor, logo em seguida exige de nós gratidão. Assim, o que ele disse a Abraão, “Eu sou teu Deus” (Gn 17.7), foi uma oferta da sua bondade imerecida, mas, ao mesmo tempo, acrescentou o que ele exigia dele – “Anda na minha presença e sê perfeito”. Assim é o processo da santificação no acesso ao cumprimento da promessa de Deus em nossas vidas.


c) A fidelidade produz avivamento. Fidelidade é uma característica do que é fiel, daquele que demonstra zelo e respeito por alguém ou algo. O termo está associado àquilo que é verdadeiro, honesto, constante e confiável; refere-se também à qualidade da pessoa que cumpre rigorosamente os compromissos assumidos com outra. Esta é a fidelidade que produz avivamento; Deus só se manifesta com liberdade onde há zelo, honestidade e cumprimento com os compromissos espirituais assumidos. Se queremos um avivamento pleno, entendamos que a chave que abre esta porta consiste numa vida de fidelidade a Deus, que aviva sua obra no meio dos tempos. (Hc 3:2).


CONCLUSÃO

Sabemos que nossas vidas se dividem em duas âncoras, a material e a espiritual, e nelas estão as motivações de toda nossa existência. Para uma vida de felicidade precisamos saber dosar nossas energias. O norte de nossas decisões está delineado na Palavra do Senhor. Se tivermos uma vida entrelaçada com Deus, teremos o genuíno avivamento e nada nos poderá deter.

bottom of page