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  • Foto do escritorPr. Bertiê Magalhães

CAMINHANDO NA DIREÇÃO SEGURA

Mensagem elaborada para o Projeto de Vida de 2003.


E aconteceu que, quando Faraó deixou ir o povo, Deus não os levou pelo caminho da terra dos filisteus, que estava mais perto; porque Deus disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e volte ao Egito. Mas Deus fez o povo rodear pelo caminho do deserto do Mar Vermelho; e armados, os filhos de Israel subiram da terra do Egito. E Moisés levou consigo os ossos de José, porquanto havia este solenemente ajuramentado os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará; fazei, pois, subir daqui os meus ossos convosco. Assim partiram de Sucote, e acamparam-se em Etã, à entrada do deserto. E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite. Nunca tirou de diante do povo a coluna de nuvem, de dia, nem a coluna de fogo, de noite.

Êxodo 13:17-22


A rota mais curta para o povo de Israel no deserto, ao saírem do Egito, atravessaria o território dos filisteus na direção de Berseba e do Neguebe. Esse caminho seguia ao longo do mediterrâneo e era uma estrada militar utilizada pelos egípcios.

Em sua sabedoria Deus guiou Israel por um caminho diferente, a saber, na direção sudeste aproximando-se do Sinai, evitando qualquer confrontação possível com potências estrangeiras, incluindo o Egito. Israel, ao confrontar-se com dificuldades, poderia ter retrocedido, especialmente se irrompesse guerra aberta. Dificuldades encontradas no caminho poderiam ter feito Israel voltar ao Egito, incluindo algum ataque aberto por parte dos egípcios ou outro qualquer inimigo. Deus escolheu aquele roteiro que consolidaria as vantagens obtidas, ao levar o povo de Israel em segurança, ao deserto. Uma vez ali, outros planos poderiam ter feito com antecedência. Mas Israel acabou vagueando por muitos anos, devido a sua incredulidade, pensando que lhe faltavam forças para enfrentar os formidáveis adversários que possuíam a terra prometida.Israel estava prestes a trocar um poderoso inimigo( o Egito), por vários inimigos menores,embora ainda assim temíveis(na palestina).


13-20 - Sucote – Esse foi o primeiro ponto de parada depois que Israel saiu do Egito, após 80 km do ponto de partida. De Sucote a Etâ - A distância era entre 8 a 16 Km ,na direção sudeste. Em Etâ ficaram à beira do deserto por onde haveriam de vaguear durante 40 anos.


II – CONTEXTO TEOLÓGICO:


Para enriquecer nosso comentário teológico sobre o tema em evidencia, analisaremos Ex.13.18b, e subiram os filhos de Israel da terra do Egito armados. No v. 18, fica claro que os filhos de Israel estavam armados, mas então, porque no v.17 o próprio Deus desviou o povo do caminho da guerra? Entendemos que a estrada a qual Deus não os deixou ir era uma estrada militar que ia dar exatamente numa base militar egípcia.

Em primeiro lugar, observamos o termo armados – outro termo para armados é arregimentado – isso pode significar, organizados como se fosse um exército pronto para entrar em batalha, se necessário, ou então, apenas divididos em grupos, cada qual liderados por seu líder, como um exército. (Ex.6.26.7.4; 12.17,51). O hebraico (língua do A.T.) indica um plural do número “S” o que pode apontar para 5 grupos, ou para 50 grupos. Eclesiastes 9.18 – diz; melhor é a sabedoria do que as armas de guerra.

Voltamos para os Vs. 14-15. Comprovamos a veracidade dessa expressão II Co 6.7 pela direita ou pela esquerda estamos armados Rm 13.12 – armas em forma de iluminação. I Coríntios 10.4 Nossas armas não são carnais, mais sim poderosa em Deus. Estar arregimentados, não significa genericamente que estão armados belicamente (armas de guerras naturais), mas sim, organizados orientados, guiados e armados da certeza que o mesmo Deus os libertou da escravidão é o mesmo que os guiou por caminhos seguros.


III – CONTEXTO DOUTRINÁRIO


Ex. 13.21-22 - Quando Israel vagueava pelo deserto, após sair do Egito, Deus passou a guiá-los, a partir de certo momento, de dia, por meio de uma coluna de nuvem e, á noite, mediante uma coluna de fogo. A nuvem fornecia tanto sombra quanto uma coluna de fogo, que eles chamavam de sagrado e eterno, sobre altares de prata, á frente de seus exércitos que avançavam. Os romanos apreciavam muitos cortejos liberados por tochas. Muitas tochas provocavam nuvens de fumaça. Segundo somos informados pela bíblia, no caso de Israel, a nuvem se pôs atrás do acampamento de Israel, como proteção contra os Egípcios (Ex. 14; 19,20,24). Também há menção à coluna de nuvem onde desceu e pôs atrás do acompanhamento de Israel, como proteção conta os egípcios (Ex 14.19-24). Também Miriã e Arão murmuraram contra Moisés, uma nuvem apareceu em protesto. Essa visão confiava o fato de que a presença divina acompanhava Moisés. E quando faleceu Moisés, na qual manifestou-se a presença divina, a fim de fornecer as instruções a Josué (Dt.31.50)

Há três interpretações entre as várias, que interpretam essas passagens com as seguintes colocações: naturalistas – dizem que a coluna de nuvem foi formada pela fumaça das tochas que aos sacerdotes levavam pelo caminho, o mesmo eles diziam da coluna de fogo, visto que os Egípcios antigos iluminavam seu caminho com uso de tochas, assim acham que o mesmo aconteceu com Israel. Mitológicas - dizem que estas passagens são mitológicas e os sinais são atos heróicos de deuses. Sobrenaturais - e a que cremos tanto a coluna de nuvem, como a de fogo, é sobrenatural, pois eram controladas pela mente de Deus. Jesus é Nossa coluna e nuvem de fogo.


VI – CONTEÚDO APLICADO


Após todos esses contextos esclarecedores abrangendo questões, históricas, teológicas e doutrinárias, fomos despertados para uma realidade prática que deve ser um fator entre os muitos fatos bíblicos que é: Nem sempre o caminho que nos assegura a vitória é o da guerra, o do confronto, pois o caminho seguro em Cristo nos guia em alguns momentos a nos desviarmos de confrontos que enfrentamos os mesmos, seria tentarmos a Deus. Exemplo nítido disso vemos em Atos 19.23-40; 20.1. Paulo sendo homem espiritual bem orientado nas escrituras poderia se valer do nome de Jesus Cristo e enfrentar a multidão, mas preferiu ouvir os discípulos que usados por Deus orientaram a Paulo a recuar até que tudo se acalmasse e foi o que aconteceu conforme lemos em Atos 20.1 depois que cessou o alvoroço a si os seus discípulos e, abraçando-os, saiu para Macedônia. Foi o abraço do reconhecimento da direção divina e Paulo caminhou com Cristo em direção segura, rumo à Macedônia, neste relato vimos uma vitória contra as ciladas dos judeus, mas adiante o partir do pão da comunhão vitoriosa de Cristo Jesus, e ainda mais até uma ressurreição acontece, a de Êutico - Nisso observamos a prática cristã. Temos de entregar nosso caminho ao Senhor e o mais ele fará. Trabalho do inimigo é nos impulsionar o caminho da prepotência, da Ignorância, e isso até mesmo no nome de Jesus. Paulo compreendeu que no Nome de Jesus o caminho seguro pode ser o recuo diante das provocações do diabo, usando pessoas sem conhecimento do que é a verdade, a mercê dos seus intentos malignos, para conduzir em valentões em nome de Jesus até mesmo a uma morte prematura, diminuindo assim os dias de ministério que alguns poderiam exercer com sabedoria, prudência e firme nas convicções profundas enraizadas no coração de Deus.

Andar com Cristo em direção segura – é trilhar o caminho que Ele proporciona e não que achamos mais propício. O próprio Deus disse: “Meus caminhos não são os vossos caminhos, meus pensamentos não são os vossos pensamentos” Is.55.8. Jesus Cristo em nós e o pensamento de Deus orientando-nos de forma segura a nossa vida e isto diuturnamente, ou seja, meditando na Lei do Senhor de dia e de noite, assim sendo o caminho sempre será Jesus Cristo e nunca a impiedade.

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